Irei até o fim e vencerei no 2º turno. Se tivessem inteligência – e amor pelo Brasil – os que defendem o contrário saberiam que o risco maior para Lula – e para a nação – não está na minha permanência, mas numa retirada. (...)
Sem a minha candidatura, a polarização aumentaria em um momento em que Lula estagnou e Bolsonaro se sustenta. Porque a resiliência do genocida é menos ilógica do que aparenta. Ela está fortemente ancorada no antipetismo. (...)
Se não fosse assim, por que um presidente que não governa, que não consegue controlar a inflação, o desemprego, a corrupção, a fome e a miséria se mantém competitivo? Unicamente porque a sombra de Lula e do petismo obscurecem o cenário. (...)
Obscurecem porque não apresentam propostas, repetem alianças nefastas, não fazem autocrítica e só pensam em conchavo e aniquilamento de candidaturas autênticas como a minha. Ou seja: continuam fortes não só a memória de bons tempos fugazes como a de tramas macabras. (...)
Ou alguém acredita que 70% da população das regiões mais desenvolvidas votaram em Bolsonaro se não pelo cruzamento da pior crise econômica com o mais generalizado escândalo de corrupção já desvendado em nossa história? Pensam que a tragédia Bolsonaro apagou isto tudo? (...)
Só há uma remota saída para o lulismo: mudar o eixo da campanha, fazer autocrítica e não insistir em falsas soluções. Para mim, há uma caminho sem limites de crescimento porque tenho programa, tenho passado limpo e uma infatigável disposição para a luta.