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rita_apoena

  1. Escuta, amor: a guerra é lá fora, contra quem quiser pisar na tua cabeça. Eu não quero (...) http://ritaapoena.blogspot.com
  2. Vai, pássaro, roçar as asas no infinito. E nas horas mais silenciosas, quando eu fechar os olhos, é que vou te encontrar.
  3. Sei que esperavam um poema, mas desta vez fui tomada por uma vontade incontrolável de dizer MUITO OBRIGADA POR TUDO!, meus amados leitores.
  4. O regador é só uma mentira de chuva que eu tenho de contar às flores todas as manhãs.
  5. Procuro um amigo sozinho de andar discreto e gesto silencioso. Procuro desesperadamente um amigo que saiba se aproximar de um passarinho.
  6. Mas o professor ao piano, desamarrando as cinco linhas do pentagrama e as amarrando em minhas mãos (...) http://ritaapoena.blogspot.com
  7. O sono chega quando a noite tenta pendurar-se em minhas pálpebras, amarrando estrelas - uma a uma - em cada cílio.
  8. Não te preocupa vestido! Amanhã, quando o sol voltar ao céu e todas as nuvens te quiserem de volta, dois pregadores no varal vão te salvar!
  9. Novo sinal de trânsito: o semáforo de pedestres acabou de me dizer que o Incrível Hulk pode atravessar.
  10. Outras vezes, eu acho que Deus criou o mundo por não suportar as histórias em primeira pessoa.
  11. Em francês, "amour" significa o par de meias macias que um estende ao outro ao perceber que seus pezinhos estão esfriando.
  12. Ao ver o homem de pernas-de-pau eu dizia: a perna é tão comprida, mas o braço curto. Pra coçar o joelho, coitado, deve ser um sacrifício!
  13. En portugais, "abraço" c'est l'expression utilisée pour marcher contre le vent sans fluctuer, en cas de passion.
  14. E só essa multidão que esbarra e esbarra em meus ombros. Em alguns anos terei os ombros esculpidos pela solidão.
  15. Repara: essa casquinha faz uma ponte sobre a ferida porque feridas abertas são como abismos por dentro.
  16. Recolha a lágrima a tempo, antes que ela atravesse o sorriso e vá pingar pelo queixo.
  17. Mas a poeira é só a vontade que o chão tem de voar.
  18. Não sei mais como atravessar a linha porque "medo" é esta palavra ferida, assustada, debatendo entre as minhas mãos as suas aspas abertas.
  19. Preste atenção, o mundo é um moinho. Não de vento, mas de sopro. O que o Cartola chama de sonho mesquinho, as crianças... de catavento.
  20. Ela escrevia, apagava, refazia, limpava do texto qualquer farpa: 140 caracteres não podiam ser uma desculpa para tornar este lugar pequeno.