poemainfinito
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Tudo sempre acaba. Pode até durar a vida toda. Que no final acaba. E quando acaba começa tudo de novo até acabar tudo de novo no final. Fim.
about 20 hours ago
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Essa surpresa sempre. Não saber nunca o que vai acontecer. Ter num segundo todos os medos do mundo. É inevitável. A vida passa. Senão acaba.
6:23 AM Nov 22nd
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As palavras partem e só deixam de si o sentido de sua ausência: Viver é esculpir o acaso. Em pedras ou palavras, esculpir uma vida no acaso.
12:17 PM Nov 20th
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Em silêncio. Essa ausência plena: distância entre nada ter a dizer e ter tanto a dizer. Tanto assim que até as palavras decidem se ausentar.
6:41 PM Nov 16th
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Dentro de si. Fala como quem cala. Desnuda-se como se a si escondesse. Vela o que revela. Conta as palavras. Não conta seus sentidos. Acaba.
8:00 PM Nov 9th
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Nascida do acaso de um encontro nascido dos acasos de tantos outros encontros. Fruto das escolhas alheias descobre-se tentando descobrir-se.
5:19 AM Nov 4th
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Você pensa não ter saída. Não sabe o próximo passo, o próximo verso. Compasso de espera. Música atonal. Sol inverso. Vida movida pelo acaso.
7:07 PM Oct 26th
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Decifra-me ou devoro-te. Enigma do tempo, da poesia. De ser aquilo que é. Decifro-te e devoro-te. Dúvida. Dívida. Dádiva: O enigma de viver.
6:20 PM Oct 26th
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A menina me diz não entender a poesia, as palavras. (É preciso tempo). Jogo dos sentidos: Poesia. (A vida). Tempo. (Nada é preciso). Enigma.
4:11 AM Oct 23rd
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Porque quero sentir, não tenho pressa. Na cidade a primavera demora a florir. Eu termino. O infinito não. Eu passo. O infinito fica. Poesio.
4:34 PM Oct 17th
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A burocracia do recurso humano. Ser genérico abandonado de sua humanidade. Só sobreviver em outra selva. Vida real. Sem sentido. Sem sentir.
1:40 PM Oct 9th
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Em algum lugar faz-se a primavera. Não aqui dentro de mim. A natureza não se faz de cenário, trilha sonora ou figurino. Lá fora é vida real.
4:23 PM Oct 4th
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Presságio de uma nova estação. O sol se movimenta. Eternamente parado em seu lugar. Ilusão dos sentidos. Em um dia frio, faz-se a primavera.
6:01 AM Sep 22nd
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Desastrada entre estrelas, como se girassol fosse, encontra o sol. Ele irrompe numa sala branca. Epifania no meio dia. Mágica. Sonho. Solar.
4:15 PM Sep 20th
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Desastradamente procurando estrelas. Distraída do sol. Contraída em si. Tropeçando em pedras. Traída pela escrita. Atraída de seus sentidos.
7:58 AM Sep 16th
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Viver é tatear no escuro. "Ir entre o que vive". No escuro entre nós. No escuro dentro de nós. Como se entre os escuros procurasse estrelas.
6:45 PM Sep 11th
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Velam. Revelam. Não são o que dizem. Em si mesmas são só palavras. Porém, fazem mágica. Um abracadabra de luz e sentido. Às vezes escuridão.
4:20 PM Sep 2nd
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Tudo o que querias era mudar de assunto. E enquanto pensas escrever as palavras, elas te escrevem. Estranhamente escrevem o que elas querem.
3:59 PM Sep 2nd
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Mas ele irrompe, interrompe, passa pelo fio do telefone, reverbera em ondas de satélite. Sem mais nem menos, eis aí: o passado se apresenta.
8:26 AM Aug 31st
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É preciso tirar o passado do armário. Arrumar retratos, reciclar lembranças. Pôr a casa limpa. Abrir as janelas. Respirar o cheiro da chuva.
11:08 AM Aug 21st
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- Name Edilamar Galvão
- Location Brasil
- Web http://esporos.wo...
- Bio Exercício poético de concisão. Cotidiano. Pausa no meio do ruído: mais ruído.
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